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Como as mudanças climáticas estão favorecendo a disseminação do Aedes aegypti

As mudanças climáticas têm desempenhado um papel significativo na expansão global do mosquito Aedes aegypti, vetor de vírus causadores de doenças como dengue, Zika e chikungunya. O aumento das temperaturas e a intensificação de eventos climáticos extremos, como o fenômeno El Niño, criam condições ideais para a proliferação do inseto. Estudos indicam que, durante períodos de El Niño, há um aumento significativo na infestação por larvas do Aedes aegypti, especialmente em regiões com temperaturas acima de 23,3°C e precipitações superiores a 153 milímetros.

Segundo o relatório global The Lancet Countdown, devido ao aquecimento decorrente das mudanças climáticas, a dengue tem uma probabilidade de aumentar em até 37% seu potencial de transmissão no mundo inteiro.

O aumento das temperaturas globais, as alterações nos padrões de chuva e a urbanização crescente criam condições ideais para a proliferação do vetor.

Alguns fatores específicos que contribuem para esse cenário

1. Aumento da temperatura

2. Mudanças nos padrões de chuva

3. Expansão geográfica do mosquito

4. Urbanização desordenada

5. Impacto na sazonalidade das doenças

Em resposta à tendência de aumento durante o período sazonal, desde 2023, o Ministério da Saúde mantém vigilância constante sobre o cenário epidemiológico, promovendo ações contínuas e capacitando estados e municípios para enfrentar diferentes situações.

Para o período sazonal 2024-2025, o Governo Federal vai aplicar mais de R$ 1,5 bilhão na aquisição de vacinas contra a dengue, insumos laboratoriais para testagem das arboviroses, insumos para controle vetorial, mobilização e conscientização da população, além de suporte aos municípios para custeio assistencial.

Fonte: Ministério da Saúde

Uma matéria de: Edjalma Borges

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