Conheça estratégias e desafios da vigilância para intoxicações por pomadas capilares
Evento que discutiu os desafios e as estratégias de vigilância relacionadas às intoxicações provocadas pelo uso de pomadas capilares destacou a importância da notificação de eventos adversos e as medidas regulatórias adotadas para garantir a segurança da população, especialmente durante o Carnaval. Com a participação do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), contou com a participação de mais de 200 pessoas, entre profissionais de saúde e público em geral. O seminário foi promovido pela Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (RENAVEH) e pela Rede CIEVS.
Durante a apresentação, Daniel Marques Mota, especialista em Regulação e Vigilância Sanitária da Gerência de Hemo e Biovigilância Pós-Uso de Alimentos, Cosméticos e Produtos Saneantes da Anvisa, explicou o funcionamento do NotVisa, plataforma de notificação voltada para profissionais de saúde.
“Para notificar um evento adverso relacionado a cosméticos, é essencial registrar corretamente os dados, como número de lote, validade e nome do produto. Essas informações são fundamentais para que a Anvisa possa agir de forma rápida e eficiente”
Destacou. Ele também reforçou que, no caso de pomadas capilares, as notificações devem ser feitas utilizando o código de agente tóxico número 8, referente a cosméticos e produtos de higiene pessoal.
Dados apresentados durante o evento revelaram que, entre os anos de 2023 e 2024, foram registrados 3.110 casos de intoxicação exógena associados ao uso de pomadas modeladoras para trançar ou modelar os cabelos. Em 2023, 94,6% foram corretamente classificadas como relacionadas a cosméticos, mas ainda foram identificados erros de categorização, com 68 notificações registradas em categorias incorretas, como agrotóxicos e produtos químicos industriais. Em 2025, foram registrados 167 casos de intoxicações exógenas Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), ocorridos entre os dias 1º e 10 de fevereiro e, com a aproximação do Carnaval de 2025, evidencia-se a necessidade de intensificar as ações de Vigilância em Saúde.
Fonte: Ministério da Saúde
Uma matéria de: João Moraes
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