Área do cabeçalho

Equipamento de baixo custo capta dados de poluentes e poderá gerar mapas de poluição para Fortaleza

Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolveram um equipamento de baixo custo capaz de captar dados de poluição atmosférica e de variáveis meteorológicas em ambientes internos e externos. O protótipo, iniciado em parceria com a Samsung Eletrônica da Amazônia Ltda., já foi testado para identificar a poluição nos bairros Meireles e Aldeota e segue em aperfeiçoamento. A expectativa é de que o modelo permita, em breve, a geração de mapas de poluição para toda a cidade de Fortaleza e possa ter aplicação facilitada em outras cidades.

No Ceará, a qualidade do ar é monitorada por dois órgãos públicos, tanto no nível estadual (SEMACE) quanto no municipal (SEUMA), mas a medição é feita com equipamentos de grande escala para coleta de dados. Conforme os pesquisadores, estes monitores possuem limitada possibilidade de realocação, exigindo mais tempo de medição para cobrir uma grande área. 

O dispositivo desenvolvido pelos pesquisadores da UFC, denominado Sensenet, pode vir a ser uma solução para o problema. Isso porque ele é de baixo custo: enquanto o Sensenet custou cerca de R$ 1.200, estações robustas de monitoramento contínuo da qualidade do ar podem custar entre R$ 90 mil e 160 mil. O protótipo, que estava em sua terceira versão quando foi testado, realizou as medições em 11 pontos dos dois referidos bairros, sendo calibrado com equipamentos de referência, de maior custo, para que sua eficácia fosse verificada. Um sensor certificado de menor porte e com alta precisão, como o que foi utilizado para calibração do Sensenet, custou cerca de R$ 21 mil.

O Sensenet foi idealizado e desenvolvido por meio da parceria de diversos grupos de pesquisa da UFC. Além do LMP (INCT-Infra), que participa do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Transportes e do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (Recursos Hídricos, Saneamento Ambiental e Geotecnia), o aparelho contou com o auxílio da equipe do Laboratório de Engenharia de Sistemas de Computação (LESC) e foi testado e calibrado em ambientes internos e externos com apoio do Instituto de Ciências do Mar (LABOMAR).

Fonte: Agência UFC

Uma matéria de: Sérgio de Sousa

Saiba mais: Equipamento de baixo custo capta dados de poluentes e poderá gerar mapas de poluição para Fortaleza