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Estudo revela gargalos na atenção nutricional domiciliar para crianças e adolescentes no SUS

A atenção nutricional domiciliar no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes está presente em todas as regiões brasileiras, embora o cuidado não esteja ainda uniformizado e existam importantes diferenças regionais, relata um artigo de pesquisadores da Fiocruz e do Ministério da Saúde publicado na revista Saúde em Debate.

O estudo foi feito por meio de questionários eletrônicos respondidos por nutricionistas do Programa Melhor em Casa, do SUS, com dados do perfil dos profissionais, a população pediátrica atendida e as condições oferecidas para o acompanhamento nutricional. Foram analisados 70 questionários de todas as regiões do país.

“Os nutricionistas do programa ainda enfrentam desafios relacionados às condições necessárias para a avaliação, diagnóstico e tratamento nutricional pediátrico no domicílio”

Fernanda Simões, nutricionista e pesquisadora da Fiocruz

A pesquisa revelou que, além da ausência de protocolos específicos para a população pediátrica, o que orientaria a padronização do cuidado, os profissionais enfrentam condições adversas como o acesso a exames e disponibilidade limitada de instrumentos como balanças pediátricas e antropômetros (instrumento utilizado para medir dimensões e proporções do corpo humano, como altura e comprimento de membros).

Grande parte dos nutricionistas (77,2%) relata atuar nesta área há menos de cinco anos, o que demonstra uma atividade profissional recente. Eles também dizem ser os únicos nutricionistas do programa no seu município (78,6%). Por fim, acompanham, em média, 70,2 pacientes, de todas as idades, sendo que, desses, em média, 7,6 são pediátricos.

Fonte: Agência Bori

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