Método usa drone e câmera de baixo custo para selecionar plantas tolerantes a seca
Um método que usa softwares livres e um drone com uma câmera de baixo custo permitiu selecionar plantas de milho tolerantes à seca. A ferramenta contribui para a seleção de plantas que suportem melhor o estresse hídrico, um dos impactos das mudanças climáticas na agricultura.
Os resultados dos experimentos foram publicados em um artigo na Plant Phenome Journal.
Os autores são vinculados ao Centro de Pesquisa em Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas (GCCRC), um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) constituído com apoio da FAPESP e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
“Os experimentos com plantas geneticamente modificadas têm um alto custo. O método nos permitiu avaliar a tolerância das plantas à seca em uma área relativamente pequena, além de usar softwares gratuitos e uma câmera RGB, mais simples, que levantou parâmetros do experimento de forma mais eficaz do que a câmera multiespectral, mais cara”
Helcio Duarte Pereira, pesquisador no GCCRC e primeiro autor do estudo
O método permitiu uma coleta de dados otimizada, mais rápida e mais barata. Os métodos convencionais exigem medições manuais, por vezes com equipamentos caros e processos lentos. Além disso, com eles algumas características só podem ser mensuradas no final do ciclo de vida da planta. Com o drone, em poucas horas se faz o trabalho que levaria dias, o que permite ainda avaliar as plantas em diferentes estágios de crescimento.
A abordagem também possibilita acompanhar o desenvolvimento das plantas ao longo de todo o ciclo de crescimento. “A análise contínua, em diferentes fases do ciclo de vida da planta, foi essencial para entender como elas respondem ao estresse hídrico, além de permitir prever como elas se comportariam em outra áreas”, explica Juliana Yassitepe, pesquisadora do GCCRC e da Embrapa Agricultura Digital, que coordenou o estudo.
Fonte: Agência FAPESP
Uma matéria de: André Julião
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