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Nicotina é até seis vezes maior em quem fuma cigarro eletrônico do que 20 cigarros comuns por dia

O Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas (HC) da USP, em parceria com a Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e o Laboratório de Toxicologia da Rede Premium de Equipamentos Multiusuários da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), divulgou os resultados de uma pesquisa inédita sobre o uso de cigarro eletrônico.

A análise revelou dados alarmantes: entre os participantes que relataram alto consumo diário de cigarro eletrônico, os níveis de nicotina chegavam a estar até seis vezes mais elevados do que os encontrados entre usuários de cigarro convencional que fumavam em média 20 cigarros por dia. Essa diferença significativa sugere que os cigarros eletrônicos podem representar um risco substancialmente maior para a dependência.

O estudo foi realizado com frequentadores de bares, shows e eventos em diversas cidades do Estado de São Paulo, incluindo a capital, e teve como foco a avaliação do comportamento, percepção de risco, perfil socioeconômico e hábitos dos usuários desses dispositivos, também conhecidos como vape. Além disso, o estudo mediu os níveis de nicotina e cotinina presentes nos produtos consumidos.

“Pouco tempo de uso, de 1 a 3 anos, já leva [o usuário] a um reconhecimento da dependência e à tentativa de parar”

Jaqueline Scholz, professora e diretora do Núcleo de Tabagismo do InCor

O estudo também apontou que a maioria dos usuários tentou abandonar o dispositivo, mas revelaram não ter tido sucesso, evidenciando a dependência e intensificando os impactos emocionais.

Fonte: Jornal da USP

Uma matéria de: Jean Silva

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