Sistema de sensoriamento remoto mapeia o uso de plástico na agricultura
Uma das técnicas mais eficientes na agricultura para proteger plantações, melhorar a produtividade e reduzir a aplicação de agroquímicos é o uso da plasticultura em diferentes produções agrícolas. Por isso, produtos plásticos têm sido empregados em larga escala no campo já há algumas décadas. Esse material, porém, ao mesmo tempo que impulsiona a produção agrícola, sem o manejo adequado representa um desafio ambiental de grandes proporções.
Esse cenário levou um grupo de pesquisadores do Centro de Engenharia da Plasticultura (CEP), apoiado pela FAPESP e pela Braskem, a desenvolver um sistema de sensoriamento remoto para detectar áreas agrícolas que adotam a plasticultura no manejo. A solução usa aprendizado de máquina em séries temporais de imagens de satélite para detectar áreas com plástico agrícola, com precisão próxima de 100%.
Um dos principais focos da pesquisa é a detecção de mulching, uma técnica que usa filme de polietileno com o objetivo de reduzir o crescimento de plantas daninhas, controlar a umidade e a temperatura do solo. Com ela, a plantação tem o que precisa na medida certa: luminosidade, água e nutrientes.
Por outro lado, o mulching, que deve ser trocado a cada nova safra, pode contribuir para a poluição plástica agrícola. O método usa menos plástico que as estufas, mas tem potencial de poluição ambiental maior. “A estufa, por sua vez, é mantida por quatro ou cinco anos. Além disso, o mulching fica em contato direto com a terra e, se manejado de forma incorreta, pode deixar pedaços”, explica Marlon Fernandes de Souza, pesquisador do CEP.
Fonte: Agência FAPESP
Uma matéria de: Roseli Andrion
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